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Doenças e Dicas


Colesterol e Triglicerídeos aumentados podem ter causas removíveis


Alterações dos níveis de gordura do organismo representam riscos para a saúde. Algumas doenças ou condições clínicas contribuem para agravar esse problema. Saiba quais são elas e como ocorrem.

Orientações Cardiovasculares

Os lipídeos, ou gorduras são muito importantes para o equilíbrio orgânico. Entre suas funções estão, por exemplo, o armazenamento de energia e a absorção de vitaminas. Por isso, a alteração de seus níveis no organismo denominada de dislipidemia, pode causar sérias implicações para a nossa saúde.

Quando de origem genética, ela é considerada primária.Se provocada por outras doenças ou mesmo remédios que afetam o metabolismo (transformações do organismo pelos quais passam as substâncias que o constituem) do colesterol e triglicérides, irão ocasionar situações clínicas que são denominadas de dislipidemias secundárias.

A dislipidemia relaciona-se claramente com a aterosclerose (formação de placas de gordura nas paredes das artérias.), que pode provocar doenças como infarto do miocárdio, angina pectoris e acidente vascular cerebral.

Como a dislipidemia secundária se associa a outras situações clínicas, principalmente a doenças cardiovasculares, reunimos aqui algumas orientações importantes sobre esse problema.

1. Por que a importância da identificação e do tratamento da dislipidemia secundária?

A alteração dos níveis de triglicérides e colesterol de origem secundária, assim como a de causa primária, pode ser a única ou principal manifestação de uma doença que precisa ser tratada. Além disso, significa risco de doença cardiovascular. A dislipidemia secundária não pode ser corrigida sem o tratamento da doença de base que a originou.Ao mesmo tempo, a doença de base não melhora se os níveis de triglicérides e colesterol não forem normalizados. Assim, para a eficácia do tratamento das doenças que se relacionam a dislipidemia, é essencial que ela seja devidamente identificada e tratada.

2. Quais as doenças mais comuns como causadoras de alterações dos níveis de lipídeos do sangue?

As doenças mais freqüentemente consideradas causadoras de alterações dos níveis lipídicos, isto é, as relacionadas com dislipidemia secundária, podem ser divididas em:

a. endocrinológicas, como diabetes mellitus e hipotireoidismo;
b. renais, como insuficiência renal crônica e síndrome nefrótica;
c. do fígado;
d. nutricionais, como obesidade, alcoolismo e anorexia nervosa.

3. Qual a importância de identificar a presença de dislipidemia em diabéticos?

Ao contrário do que muitos pensam, o diabetes mellitus não afeta apenas o metabolismo dos hidratos de carbono (açúcares). Influencia também o de gorduras e proteínas.No diabético, a insulina-hormônio produzida no pâncreas e responsável pela regulação do uso de energia pelo organismo é produzida, ou atua, de maneira deficiente. Como esse hormônio é responsável não só pela entrada de glicose na célula, mas também pela retirada do excesso de gordura da circulação, ocorre um aumento de triglicérides e de colesterol. Isso favorece o processo de formação de placas de gordura nas artérias (aterosclerose).Dessa maneira, poderá haver problemas cardiovasculares precoces e mais graves.Tanto o paciente como o médico precisam permanecer atentos à presença de dislipidemia secundária associada ao diabetes.O tratamento conjunto da alteração de lipídeos e da doença de base contribui muito para proporcionar uma vida mais saudável e mais longa.

4. Qual a relação entre glândula tiróide e dislipidemia?

Os hormônios produzidos pela tiróide são importantes na remoção do excesso de lipídeos, como o colesterol (hipercolesterolemia) pode ser a primeira manifestação de hipotireoidismo. Portanto, a identificação de alterações nos níveis de lipídeos em pacientes com problemas de tiróide pode levar a um tratamento precoce, poupando sofrimento e risco para as pessoas.

5. A obesidade influi no aumento do nível de lipídeos do sangue?

Freqüentemente, as pessoas obesas, sobretudo aquelas com obesidade abdominal, apresentam triglicérides elevados e HDL-colesterol baixo.

O HDL-colesterol é chamado de “colesterol bom”, porque está associado com menor incidência de doenças das artérias coronárias. Alimentação adequada e atividade física são suficientes para tratar a alteração lipídica na maior parte das pessoas.

6. Existe relação entre consumo de álcool e dislipidemia?

Bebidas alcoólicas são ricas em calorias e podem aumentar a obesidade, agravando, portanto, os riscos de dislipidemia.O consumo em baixas quantidades ajuda a elevar o HDL-colesterol. Porém, o excesso de álcool altera o metabolismo lipídico.Contribui para um aumento acentuado dos triglicérides na circulação e, em conseqüência, um maior risco não só de doença cardiovascular como também de pancreatite (inflamação do pâncreas) aguda, situação clínica de extrema gravidade.

7. Quando uma pessoa apresenta doenças renais ou de fígado, o que ocorre com os níveis de lipídeos do sangue?

Nas doenças renais existem duas situações importantes.A primeira é chamada de síndrome nefrótica, que se caracteriza por perda de proteínas pela urina.O organismo, através do fígado, tenta compensar essa perda produzindo mais proteínas, entre elas aquelas que transportam o colesterol, como o LDL.A segunda situação ocorre em pessoas com doença renal muito grave, principalmente nas submetidas à hemodiálise.Distúrbios de lipídeos são freqüentes nesses pacientes.Nas doenças do fígado, a dislipidemia ocorre sempre que esse órgão não produz certas enzimas que são importantes no metabolismo das lipoproteínas.Nessa condição, como o colesterol é uma lipoproteína, tem seus níveis alterados.

Fonte: Dr. Simão Augusto Lottenberg
Sociedade Brasileira de Cardiologia
Departamento de Aterosclerose


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